TRATAMENTO DE CANAL

Quando é preciso fazer tratamento de canal

 

O tratamento de canal consiste na remoção da polpa dental, uma estrutura viva que contém, entre outros elementos, nervos e vasos sanguíneos.

 

De modo geral, o tratamento é indicado quando a polpa vital se apresenta inflamada, com dor intensa e espontânea (pulpite), em decorrência de cárie profunda, fratura do dente, etc; ou em outra situação, quando a polpa perde a vitalidade (polpa necrosada) e compromete a raiz do dente, provocando inflamação ao redor da raiz e do osso, de modo assintomático (cisto) ou com dor (abcesso).

 

O dente que recebe tratamento de canal não deve ser considerado um dente morto, pois embora não contenha mais a estrutura vital (polpa) no seu interior, o dente é envolvido em toda a sua raiz por um elemento vivo (membrana periodontal), permitindo que esse dente continue a executar suas funções normais sem nenhum prejuízo.

 

Ao contrário do que muitos imaginam, o tratamento de canal não enfraquece o dente, pois o que causa o enfraquecimento é a grande perda de estrutura dental causada geralmente pela cárie que, por sua vez, leva o dente a necessitar do tratamento de canal.

 

Algumas vezes é necessário realizar o retratamento do canal, quando o tratamento anterior não foi bem executado por algum motivo, podendo ocorrer a contaminação do canal por bactérias presentes na saliva, levando à necessidade de retratamento. Além disso, mesmo que o tratamento de canal tenha sido bem executado, o dente pode voltar a apresentar problemas se não receber uma restauração definitiva adequada.

 

O tratamento pode ser realizado em apenas uma consulta, porém quando o dente estiver infectado (presença de bactérias no canal), na presença de pus ou inchaço e em casos especiais, o tratamento pode ser realizado em sessões múltiplas.

 

Atualmente existem técnicas e materiais, além do auxílio de medicamentos, que permitem a realização do tratamento de canal com tranquilidade e segurança, desmistificando a ideia que ainda hoje algumas pessoas têm sobre este tipo de tratamento.

 

Dr. Marcos Paulo Nagayassu

Mestre e Doutor em Odontologia Restauradora – UNESP